Plano Safra 2021/2022 vai impulsionar a energia solar

O aumento do volume de recursos no Plano Safra 2021/2022, com foco no pequeno e médio produtor e com ênfase na sustentabilidade, foi bem avaliado por profissionais e entidades do setor de energia renovável, em especial a solar.

Geovani Reis Magalhães, CEO da GSE Group Energia e Automação, destaca que o lançamento deste plano é sempre algo muito aguardado pelos proprietários rurais e que os valores somados neste novo ciclo, visando o setor de renováveis, veio num momento em que os empresários mais precisavam. 

“O Plano Safra 2021/2022 está prometendo bastante nesse momento em que buscamos formas de incentivar o agronegócio. É um plano que sempre chama atenção dos produtores, por causa dos prazos de pagamentos estendidos de até 12 anos”, disse. 

O executivo avaliou que o plano tem tudo para beneficiar o setor de energias renováveis, sobretudo a energia solar. “Eu acredito que o Plano Safra vai mexer diretamente na veia dos investimentos do agronegócio e a energia solar é um tema que estará cada vez mais na mira de todos os consumidores do setor”, comentou.

O Plano Safra 2021/2022 foi lançado pelo Governo Federal nesta semana e disponibilizará R$ 251,2 bilhões para apoiar a produção agropecuária nacional. Trata-se de uma alta de 6,3% em relação à safra anterior, que destinou cerca de R$ 14,9 bilhões a menos.

Os novos financiamentos poderão ser negociados entre os dias 1º de julho de 2021 e 30 de junho de 2022. As taxas de juros variam entre 3% e 8,5% dependendo da linha de crédito. (Confira todos os detalhes). 

Programas do Plano Safra

De acordo com a ABSOLAR (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica), a nova edição ficou “ainda mais verde com o fortalecimento do Programa ABC, Inovagro e Proirriga”.

Os programas mencionados pela associação abrangem o financiamento à produção de bioinsumos, de energia renovável e à adoção de práticas conservacionistas de manejo e proteção dos recursos naturais e agricultura irrigada.

No Programa ABC (Programa para Redução de Emissão de Gases de Efeito Estufa na Agricultura) houve uma ampliação de 101% no repasse de créditos em relação ao plano anterior.  Ao total, serão R$ 5,05 bilhões em recursos – o maior volume da história do programa, com taxas de juros que variam de 5,5% e 7% ao ano.

Já o Proirriga, programa destinado ao financiamento da agricultura irrigada, por sua vez, terá créditos de R$ 1,35 bilhão, com juros de 7,5% ao ano. E o Inovagro, voltado para o financiamento de inovações tecnológicas nas propriedades rurais, ficou com R$ 2,6 bilhões e juros de 7%. 

O Plano Safra 2021/2022 ainda prevê o financiamento para aquisição e construção de instalações de unidades de produção de bioinsumos e biofertilizantes na propriedade rural, para uso próprio.

Também serão financiados projetos de implantação, melhoramento e manutenção de sistemas para a geração de energia renovável, entre elas a solar.

O limite de crédito coletivo para projetos de geração de energia elétrica a partir de biogás e biometano será de até R$ 20 milhões.

Fonte: Canal Solar – Henrique Hein – 25/06/2021

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